sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Uma nova bolha?

São Paulo - O preço das ações não parava de subir. A fila de empresas abrindo capital também não ficava menor. Os investidores viviam o esplendor das “pontocom", mas o final da história é conhecido: a bolha do ano 2000 não resistiu à corrida ingênua para os investimentos virtuais. Exatos 10 anos depois, o mercado financeiro assiste à maior onda de IPO’s  ligados à web desde a bolha. O déjà vu é capitaneado pela especulação em torno da abertura de capital de gigantes da web 2.0, como Twitter e Facebook.

Uma segunda bolha estaria a caminho? Para um mercado já treinado em farejar problemas, a resposta é não. É o que diz o analista Lou Kerner, chefe de análise em mídias sociais e e-commerce da Wedbush Securities, banco de investimentos americano. “Há um melhor entendimento hoje dos riscos e recompensas de abrir capital e de comprar IPO’s”.
Para Kerner, não há mais o cenário clássico de um startup que recebe muito dinheiro sem oferecer nada mais do que uma promessa. “Não apenas o número de usuários, mas o engajamento dos visitantes e seu tempo de navegação são um farol para perceber o potencial de receita de um site”. Confira nas próximas páginas sete redes sociais e websites que lideram a ofensiva da web 2.0 no mercado financeiro.